Traducoes Linguagens Humanas

TRADUÇÃO DE TEXTOS EM LINGUAGEM HUMANA

Objetivo: traçar um paralelo entre o processo de tradução de textos na linguagem humana com o mesmo processo, executado por compiladores, na linguagem de programação.

Introdução: A tradutologia é o processo onde se estuda as traduções. Neste artigo, estudaremos a tradução textual humana que, nada mais é que a transformação de um texto em outro texto. Faremos também um comparativo com a tradução realizada pelos compiladores, que também se dá de texto para texto, porém em Linguagens que não as humanas, as Linguagens de Programação.

Na Linguagem Humana, existem dois tipos de tradução, a Intralingüística e a Interlinguística. A tradução intralingüística se dá quando um texto é traduzido para outro texto utilizando-se a mesma Linguagem Humana para os dois textos, tanto o prototexto (o texto de partida) quanto à paráfrase (o texto traduzido). No caso dos compiladores isso se dá entre textos da mesma linguagem, modificando-se o padrão, por exemplo, uma tradução de um texto escrito na linguagem C para outro texto também em C porém com o padrão ANSI. Os compiladores que fazem este tipo de tradução “intralingüística” são chamados de Filtros.

Já a tradução interlinguística ocorre quando um texto é traduzido para outro texto, porém, numa linguagem diferente para cada um dos textos. Isso acontece também nos compiladores, quando uma linguagem de programação de Alto Nível, Java, por exemplo, é transformada numa Linguagem de Programação de Baixo Nível, Assembler, por exemplo.

Mas como acontece o processo de tradução de textos em linguagens humanas?

Existem várias formas de se traduzir um mesmo texto. Dentre essas varias formas, sempre há uma vantagem e uma desvantagem. Porém existe uma convenção, a tradução precisa manter a essência, ou seja, o significado do texto traduzido tem de ser o mesmo do texto original, embora em linguagens diferentes. Um exemplo está na tradução literária, onde o tradutor pode optar por priorizar a legibilidade e compreensão fácil do conteúdo, perdendo a beleza do texto original ou, dar prioridade à “pompa” do texto original, mas aí, o texto traduzido ficará pouco compreensível.
Assim ocorre também no processo de compilação. Não existe compilador ideal, alguns são projetados para fornecer um texto objeto (texto traduzido) mais refinado, porém o compilador perde em desempenho e, outros compiladores visando o ganho de desempenho, fornecem um texto menos “limpo”. Em ambos os casos, a essência (ou significado) do texto original – Texto Fonte, no caso dos compiladores – sempre é mantida.

Basicamente, o tradutor necessita ter como qualidade um ótimo conhecimento da linguagem em que foi escrito o prototexto (texto de origem) e, idem para a linguagem onde se conceberá a paráfrase (texto traduzido).

Dentre as técnicas para a tradução de textos, dois processos são os mais convencionais: A Análise e a Síntese.

A Análise do Texto: Pode ser entendida como a decomposição do texto de partida em suas partes essenciais e é subdividida em três atividades.

• O tradutor necessita conhecer a Linguagem que o texto foi escrito e ser um bom leitor dessa linguagem. Assim, ele também conhecerá seu alfabeto e por conseqüência, suas palavras, ou seja, os símbolos que fazem parte daquela linguagem. Caso o texto fornecido contenha algum símbolo não existente na linguagem de origem, o tradutor poderá ter dificuldades nos seu processo e deve se utilizar de técnicas para resolvê-las (tentar abstrair-se do erro e seguir a tradução ou até mesmo questionar ao autor do texto sobre a sua intenção de escrita).
• É papel do tradutor também identificar se a ordem das palavras escritas no texto fornecido é compatível com as regras da linguagem em que o texto foi escrito, chamadas Gramáticas.
• Por fim, nessa etapa de análise do texto, o tradutor verifica se o texto fornecido para a transformação possui significado lógico, ou seja, coerência. Nesse ponto é feita uma verificação entre tipos, por exemplo, tipos temporais como presente, passado e futuro.

De certo que cada tradutor se utiliza de diferentes técnicas de tradução mas, todos passam pelo processo de analise e obrigatoriamente devem ler o texto de partida pelo menos uma vez para realizar a tradução. Geralmente, o processo descrito acima ocorre simultaneamente enquanto o tradutor lê o texto de partida sendo que, essa leitura pode ocorrer uma ou mais vezes.

O processo realizado pelo compilador para textos escritos nas Linguagens de Programação é análogo ao processo descrito acima. O Analisador Léxico faz uma varredura no texto fonte classificando os átomos e as palavras reservadas da Linguagem Fonte.
O Analisador Sintático faz a verificação da ordem dos átomos e se utiliza das Gramáticas da Linguagem fonte, ou seja, usa as regras da linguagem.
Já o Analisador semântico verifica a coerência de significados, checando tipos, efetuando conversões de tipos caso a linguagem permita e ainda, eliminando ineficiência na sua organização.

Portanto, o processo descrito acima, tanto para o Tradutor de Textos na Linguagem Humana, quanto para o compilador, facilita a identificação do texto de partida ou texto fonte, sua disposição e o seu significado para, a partir daí, gerar, de fato, o Texto Traduzido (Paráfrase / Texto Objeto).

Processo de Síntese: Depois de ler e entender o texto de partida, o tradutor passa a realizar, de fato, a escrita do texto em uma outra linguagem. Também podemos separar esse processo em três fases, embora a segunda delas seja opcional e, não existindo leva consigo a terceira fase.

• O tradutor agora começa e gerar o texto objeto, ou seja, o texto já traduzido. Muito provavelmente este texto irá conter algumas deficiências devido à composição das regras das linguagens mas, manterá o seu significado original.
• Entramos agora numa fase “opcional” do processo de tradução. O refinamento do texto por parte do tradutor. Dizemos que essa fase é opcional pois varia de acordo com a necessidade, tempo disponível, urgência, custo, dentre outros fatores. Por exemplo, caso haja a necessidade de um texto bastante refinado, sabemos que o tradutor irá gastar mais tempo para produzir.
• Após o refinamento do texto, finalmente o mesmo já estará pronto para ser entregue ao solicitante da tradução. Como já frisamos, o texto gerado manchem o mesmo significado do texto de partida, perdendo em alguns aspectos e ganhando em outros.

Para os compiladores podemos definir as fases acima da seguinte forma:

O gerador de código intermediário faz uma primeira tradução numa outra linguagem, onde o texto é produzido e traduzido facilmente e não depende da máquina. Posteriormente o Otimizador de Código “refina” o texto (código) produzido, eliminando as redundâncias, simplificando o código, reduzindo as ineficiências é importante lembrar que nessa fase também temos a questão da necessidade, alguns projetos dão bastante ênfase à otimização, outros , nem tanto. Por fim o Gerador de Código Final forma o código final de compilação que será rodado na máquina real.

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Referências:

Markus J. Weininger - http://www.pget.ufsc.br/publicacoes/professores.php?titulo=O%20que%20é%20uma%20tradução%20ideal?

LOGOS - Tradutologia (segunda parte) - http://www.logos.it/pls/dictionary/linguistic_resources.cap_1_17?lang=bp

Compiladores - Principioos, Técnicas e Ferramentas - (Alfred V. Aho, Ravi Sethi, Jeffrey D. Ullman)

Equipe: N07

Artur André – moc.liamtoh|arb_abmit#moc.liamtoh|arb_abmit
Tatiane Almeida – moc.liamtoh|40adiemlat#moc.liamtoh|40adiemlat
Mateus Oliveira - moc.liamtoh|avliso_suetam#moc.liamtoh|avliso_suetam

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