Eclipse x NetBeans

Esta página é a compilação do resultado de duas pesquisas realizadas por alunos de compiladores.

A primeira pesquisa foi realizada por Marcos Alexandrino Silva e Adriano Coelho em 2007-2
A segunda pesquisa foi realizada por Bruno D'el-Rey e Gabriel Rocha em 2007-2


Primeira pesquisa: realizada por Marcos Alexandrino Silva e Adriano Coelho em 2007-2

:: BREVE HISTÓRICO DAS IDE´S ::

Eclipse

É uma IDE Web Open Source criada para a integração de ferramentas de desenvolvimento, mesmo que estas sejam oriundas de fornecedores diferentes, é independe de Sistema Operacional e é extensível através de Plug-ins.

Surgiu de um projeto da IBM, que sentindo necessidades de modificar um sistema já existente e pertencentes a eles, chamado de Visual Age, melhorando a sua estrutura interna do código, fazendo com que não fosse alterado o seu comportamento externo, deu origem a uma nova plataforma de desenvolvimento denominada Eclipse.

Algumas características:

  • O Java funciona apenas como uma “linguagem de sistema”.
  • Em vez de Swing, é utilizada a biblioteca SWT para os componentes visuais.

Existem mais duas ferramentas principais que são úteis para o desenvolvimento de plug-ins para o Eclipse:
A ferramenta de desenvolvimento Java (JDT), que implementa um ambiente de desenvolvimento Java rico em recursos. E o ambiente de desenvolvimento de plug-ins (PDE) adiciona as ferramentas especializadas que possibilita o desenvolvimento de plug-ins e extensões.

NetBeans

É uma IDE também Open Source para o desenvolvimento de aplicações Desktop de Java, que permite que as aplicações sejam desenvolvidas com o auxilio de conjunto de componentes de software modulares chamados de módulos.
As aplicações baseadas na plataforma de NetBeans podem se estender facilmente.

O NetBeans começou em 1997 como XELPHI, um projeto de um estudante sob a orientação da Faculdade de Matemática e Física na Universidade de Charles em Prague. Uma companhia mais tarde foi formada em torno do projeto e produziu versões comerciais do NetBeans, uma IDE que logo foi comprada pela Sun Microsystems em 1999.

:: COMPARAÇÕES ::

Da Instalação

IDE: NetBeans
Qtde de Download: 01
Descrição:
Download NetBeans IDE 5.0

IDE: Eclipse
Qtde de Download: 06
Descrição:
Download Eclipse IDE 3.1
Download Apache Tomcat
Download EMF
Download GEF
Download JEM3 from VEP
Download WTP

Para começar a fazer uso de umas dessas IDE´s, é necessário executar as etapas descriminadas na tabela acima.
Ai já começa a comparação: Enquanto que o NetBeans só precisa de uma fase, no Eclipse são seis, isso porque no NetBeans os módulos já vêm por Default implantados na ferramenta.

Do ponto de vista dos usuários, podemos tecer algumas comparações entre as IDE´s.

Existem algumas semelhanças, como o fato destas compilarem, funcionarem e debugarem seus códigos, ambas agora têm integrado construtores do GUI e suportam as ferramentas ANT, CVS e JUnit, além de serem focalizadas principalmente em Java.

Das Expansões

Diferenças existem e percebemos quando analisamos que o
NetBeans empacota a ANT e usa-a para todas as tarefas no IDE, tal como o building e projetos running. O eclipse compila através de seu próprio compilador e gera classes diretamente em um diretório da saída.

Embora seja possível usar a ANT no Eclipse, esta não é integrada tão firmemente como está em NetBeans, porque ele usa a ANT para todas suas tarefas do projeto.

Do Relatório de erro

O eclipse tem uma característica chamada “manufacturer” que ao compilar erros mostra o “problema” com uma marca de “X”. Você pode saltar à linha específica no código fonte que tem o erro marcado com o “X”. Já no NetBeans esta característica não tem o mesmo funcionamento, os registros da configuração e os erros da compilação são indicados no tempo da configuração na janela da saída. Não há nenhuma visualização do “problema” no NetBeans, mas quando você abre o código fonte, alguns marcadores são mostrados para indicar tais erros.

Of Default Configuration

Por default, você não pode explorar e editar uma base de dados e não pode usar Tomcat no eclipse. É necessário instalar e para configurar os componentes de que ele necessita. NetBeans já fornece os módulos que contêm esta funcionalidade básica por default.

Tomcat está empacotado em NetBeans por default e é muito útil para os novatos que querem começar a aprender Java, sem perder tempo procurando os plug-ins que necessitam.

Da Perspective

O eclipse usa um conceito chamado “Perspective”, que é usado para definir ambientes múltiplos. Já o NetBeans não tem tal conceito. Entretanto, você pode definir diretórios de usuário múltiplos e iniciar exemplos diferentes de NetBeans referenciando estes diretórios de usuário múltiplos. Quando você começa eliminar erros no eclipse, uma janela nova está invocada para comutar de um perspective a outro.

Of File System

Em NetBeans, há um conceito chamado “Filesystem”, que controla a informação da configuração, através de um repositório que armazenas todos os dados internos. O eclipse usa um diretório situado fora do espaço de trabalho, armazenando a informação e os dados

:: RELAÇÃO DO TEMA DA PESQUISA COM A DISCIPLINA COMPILADORES ::

Primeiro vamos analisar o conceito de compilador.
Compilador é um programa que faz parte de um conjunto especial de programas, chamados Software Básicos, que têm como entrada um texto fonte, escrito em uma linguagem de programação de alto nível, que é traduzida, de forma equivalente, em um texto objeto, escrito em uma linguagem de programação que pode ser de alto ou baixo nível, propiciando uma execução futura.

Ambas IDE´s têm uma semelhança com compiladores, quando passamos a observar o funcionamento das partes que o compõem, ou seja, percebemos a familiaridade quando estudamos como funciona o Analisador Léxico, Sintático e Semântico do compilador.

Assim como o compilador, estas IDE´s têm como entrada um texto fonte, que é analisado, verificando a existência de erros, e só apresentando o texto objeto (saída) se todo o texto fonte escrito, esteja correto.

:: CONCLUSÃO ::

Há uma preferência dos usuários, pela IDE NetBeans, pelo fato desta, ser uma ferramenta onde o investimento na colaboração é pesado e muito significativo, e onde o seu crescimento e inovação são baseados na experiência obtida pelos próprios colaboradores.

:: BIBLIOGRAFIA ::

http://www.javafree.org/wiki/Eclipse
http://www.eclipse.org/modeling/emf/
http://www.dei.unicap.br/%7Ealmir/seminarios/2004.2/ts04/xmlide/introducao.html
http://www.ibm.com/developerworks/library/os-ecnbeans/
http://www.netbeans.org/kb/50/netbeans-plugin-dev-for-eclipse-users.html

Livro: Eclipse Modeling Framework, autores: Budinsky, franquia/Steinberg, David/Merks, Ed/Ellersick, Raymond/Grose, Timothy J.. Editora: Pearson, Edição 01, Ano 2003


Segunda pesquisa: realizada por Bruno D'el-Rey e Gabriel Rocha em 2007-2

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NetBeans x Eclipse

A Evolução dos IDEs\Livres para Java

Java e Software Livre

-Aderência a padrões
-Portabilidade
-Comunidade
-“Coopetição”

IDEs Livres

● Preservação do investimento
● Independência do fornecedor
● Facilidade de expansão e customização

Histórico do NetBeans

Origens do NetBeans

Nasceu como Xelphi, um IDE RAD visual estilo Delphi para Java, inovação: o IDE era ele mesmo escrito em Java, sua versão freeware era aplicada, fornecedor encampado pela Sun, da mesma forma que o StarOffice e Netscape, e transformado em software livre. Base da segunda geração de IDEs Java da Sun, o Fortè, que sibstituiu o JavaWorkshop

Xelphi Se Torna NetBeans

Promoção do modelo de componentes JavaBeans. Passa a atrair desenvolvedores iniciantes e pequenos ISVs. Framework genérico para aplicações GUI Java. Usa uma Expansão para J2EE (Web) e J2ME (JWSTK). O Fortè é renomeado Java One Studio. apresenta dificuldades de expansão devido à “lentidão” (Swing). E possui pouca confiança da comunidade e empresas na Sun.

Histórico do Eclipse

Origens do Eclipse

A linha Visual Age de IDEs da IBM estava precisando de um reposicionamento comercial e uma refatoração da sua arquitetura. Esta refatoração deu origem ao Eclipse como software livre e sua arquitetura de plug-ins. O Eclipse se tornou a base da nova linha de IDEs da IBM, o WebSphere Studio. Também é a base da nova linha de ferramentas da Rational (XDE), encampada pela IBM

Mais que um IDE Java

Infra-estrutura para o desenvolvimento de ferramentas de desenvolvimento para qualquer plataforma e linguagem. Java é apenas a “linguagem de sistema” do Eclipse, assim como C é a “linguagens de sistema” do VB. Em vez do Swing, é utilizada a biblioteca SWT para componentes visuais. Foco no apoio à codificação (automação, refatoração, extreme programming) em vez da construção visual.

Independência da IBM

A Eclipse Foundation se tornou este ano uma entidade jurídica independente da IBM, e seu conselho diretor hoje é presidida por um executivo da Oracle. Este fato estimulou outras grandes empresas como a
SAP a se tornarem parte da fundação. Amplo mercado de plug-ins de terceiros, como oSOFIA, Genuitec (MyEclipse), TruStudio (Python), W4T, etc

NetBeans 3.6 e 4.0

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NetBeans 3.6

  • Novo sistema de janelas, substituindo o obsoleto MDI das versões anteriores
  • Suporte inicial ao Ant e JUnit
  • JSP 2.0 (Tomcat 5.0)
  • Melhorias da performance de carga e da interface com o usuário
  • Desenvolvimento paralelo do Java Studio Creator (Projet Rave)

NetBeans 4.0

  • Novo modelo de projetos, baseado no Ant
  • Suporte inicial à refatoração
  • Nova arquitetura de módulos (plug-ins), baseada em descritores XML em vez de APIs e Interfaces Java
  • A nova arquitetura deverá reduzir a necessidade de atualizar os módulos a cada novo release do IDE

Eclipse 3.0

  • Melhorias cosméticas no SWT e JFace
  • Integração ao Mozilla
  • Carga dinâmica de plug-ins
  • O grosso dos novos recursos estão em projetos paralelos, como o EMF, GEF e XSD
  • RCP (Rich Client Plataform): Generalização do framework do IDE para aplicações genéricas, como o Lotus Workplace
  • Compatibilidade limitada com os plug-ins da versão 2.1.x

Estrutura de Projetos

Projetos no NetBeans

  • Montagem de filesystems (diretórios, pacotes ou SCCS)
  • Não há flexibilidade em separar fontes de binários
  • Estruturas customizadas para Web Modules
  • Novos artefatos exigem um módulo que lhes dê suporte

Projetos no Eclipse

Diretório raiz, pastas e arquivos. Configurações em arquivos de propriedades ou documentos XML. Flexibilidade na estrutura de diretórios e invocação de ferramentas externas ao IDE. A forma preferida de acrescentar recursos de construção é via scripts Ant.

Breve Comparação

Features

* NetBeans

Swing
Web
XML
Depuração JSP
Acesso BD
JUnit
Ant

* Eclipse JDT

Refatoração
JUnit
Ant

Módulos / Plug-ins

* NetBeans

Refator-IT
JWTK
Ambit/J Bean Generator

* Eclipse

AspectJ
VEP (Swing e SWT)
Lomboz (J2EE)
X-Men
SQLBrowser (JDBC)
Sysdeo, WebApp (JSP)
EclipseME
MyEclipse (J2EE)

Conclusão:

Com o conjunto adequado de extensões (livres e/ou proprietárias), ambos os IDEs se tornam equivalentes em recursos. O Eclipse hoje parece ter melhor suporte da indústria e estar no “estado da arte”. O NetBeans é mais maduro no dia-a-dia do desenvolvedor Java, se o foco não é J2EE com EJB ou frameworks como Struts e Hibernate.

Refências Bibliográficas:

www.netbeans.org
www.eclipse.org
www.lozano.eti.br

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