Comparação Navegadores

Universidade Católica do Salvador – UCSAL

Componentes:

Priscila Rocha moc.liamtoh|araiam_alicsirp-#moc.liamtoh|araiam_alicsirp-
Erica Reis– moc.liamtoh|msr.acire#moc.liamtoh|msr.acire
Luiz Antonio – moc.liamg|sgroinotnaziul#moc.liamg|sgroinotnaziul

COMPARAÇÃO NAVEGADORES

Por Luiz Antonio, Priscila Maiara e Erica Macedo em 04.05.2011

1 - Introdução - "Navegar é preciso"

Poucos momentos na historia da humanidade definiram tanto a metodologia das coisas como o período conhecido como “Grandes Navegações”, que marcou o final da sombria idade media e arremessou o mundo nas luzes da idade moderna. Se antes a preocupação era lutar, dominar, escravizar e expandir, o inicio das Navegações passou a racionalizar o homem no formato de executar suas ações. Naquele momento, o importante não era mais “o que” (o que dominar, o que explorar, o que destruir, o que cria e etc.) mas sim “como” fazer, ou seja, se o objetivo era expandir, porque não criar métodos necessários a dar suporte na obtenção do objetivo? E para que esse método funcionasse com eficácia, porque não aperfeiçoá-lo ? Foi nesse contexto que a definição de tecnologia passou a ser fator determinante na formação do conhecimento racional.

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Figura: As Grandes Navegações

Se “navegar é preciso”, como diria o poeta Fernando Pessoa, era necessário que esse fluxo de informações oriundos das terras descobertas durante as Navegações fosse devidamente estruturada. Isso quer dizer que não era possível expansão ordenada sem que houvesse um meio de comunicação eficaz que padronizasse a ligação entre as diversas partes. Hoje, a essa ligação nos damos o nome de “interface” e é justamente no entendimento desse conceito que de fato começa a historia dos navegadores web. Falar em interface na época da Idade Moderna e em Navegação Web na época que se usava caravelas a como meio de comunicação parece uma analogia surreal. Mas não é. É claro que esse conceitos são, de certa forma, recentes, mas se contextualizássemos toda a evolução racional humana, desde a descoberta do fogo até a construção do primeiro computador digital fabricado em grande escala (o ENIAC), veríamos que a historia da informática e da comunicação andaram juntas até se encontrarem totalmente e é aqui que a historia da navegação que nos interessa começa a transparecer.

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Figura: Navegadores e navegadores - uma comparação não-técnica

2 - "Tempos Modernos" - Navegadores e Globalização

Com a revolução industrial e a revolução que posteriormente os computadores causaram no mundo, o conhecimento racional elevou o ser humano a domínios completamente novos. Aliando dos conhecimentos já adquiridos às novidades trazidas pelos estudiosos (e curiosos) das áreas de computação, matemática e linguagem, como Jhon Von Newman, Alan Turing, Hollerith, Tenenbaum, Linus Tourvard, Bill Gates, Steve Jobs, dentro outros, causaram uma revolução no mundo que mudou para sempre a forma de se comunicar e interagir, pois o mundo caminhava rumo a um inevitável processo de globalização.
Foi uma intensa transformação, que englobou paralelamente a evolução dos hardwares, os primeiros sistemas operacionais e suas mudanças de concepção (interface de comando versus interface gráfica), a padronização das linguagens de programação (bem como suas classificações, conceitos e terminologias), o uso de SGBD (sistemas gerenciadores de banco de dados) e a criação dos tradutores computacionais, como os compiladores, montadores e interpretadores, como é o caso dos navegadores. Esse crescente fluxo de dados gerou necessidades maiores de troca de informação e para essa demanda foi necessária padronizar a forma como isso seria feito. Uma das necessidades mais relevantes nesse contexto, foi na época da guerra fria, quando a União Soviética e os Estados Unidos, na década de 1960, eram dois blocos ideológicos e politicamente antagônicos e exerciam enorme controle e influência no mundo. Sendo assim, qualquer mecanismo, qualquer inovação ou qualquer ferramenta nova poderia contribuir nessa disputa. Foi assim que após diversos testes, criação de protocolos, uso de métodos de compartilhamento de informação e utilização de redes, culminaram na criação da INTERNET. A chamada WORLD WIDE WEB so seria criada em 1992, por TIM berners-lee, da CERN (Organização Européia para investigação nuclear). Após essas inovações, foi iniciada o desenvolvimento de uma interface adequada para se ter acesso a todas essas informações contidas na rede. a essa interface deram o nome de Browser (Navegador). Um browser, então, é um navegador de paginas web criadas em linguagem HTML. Eles podem ser chamados também de Interpretadores HTML e são compatíveis com tecnologias (linguagens) asp, php, Javascprit, flash, dentre outros. Antes de entrar na comparação direta entre os navegadores existentes, suas historias e suas funcionalidades, é necessário entender o conceito de HTML e sua co-relação com o navegador do ponto de vista de que este realiza um processo de interpretação, ou seja, é uma tradução onde não existe tempos de compilação e execução, ambos acontecem ao mesmo tempo, diferente de outros tradutores, como o compilador e o montador.

3 - “Um é pouco, dois é bom, três é demais” - Explosão da Internet e criação dos browsers

A intenção de levar a um usuário comum todo um conglomerado de informações circulando na rede mundial de computadores com um simples clique através de uma interface gráfica amigável era uma idéia extremamente tentadora. Enquanto Bill Gates e Steve Jobs lutavam pela soberania dos computadores pessoais, um grupo da Netscape Communication Corporation desenvolveu o Netscape Navigator. Essa nova ferramenta levou a Microsoft a se interessar pela área e criar o browser, até hoje, mais usado e popular do mundo: O Internet Explorer. Ele deu inicio a guerra dos navegadores que levou o Netscape a naufragar diante da Microsoft. Não demorou e vários outros desenvolvedores lançaram seus browsers, como o Mozila Firefox, o Google Chrome, O Safári e o Opera, cada qual somando características de Browsers já existentes com funcionalidades próprias.
A seguir serão analisados os cinco principais Browsers usados na atualidade e que foram estudo das análises e benchmarks. As funcionaliades dos navegadores, bem como sua historia e suas pontos negativos e positivos, foram analisados pelo especialista Allan Valin, da Techmundo, e foi dele as referencias dos conceitos dos navegadores a seguir:

  • Internet Explorer
  • Mozilla Firefox
  • Google Chrome
  • Opera
  • Safari

3.1 Resumo sobre os principais Navegadores de acordo com Allan Valin e outros especialistas.

• Internet Explorer

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Em agosto de 1995, o prodigioso Internet Explorer foi lançado. A princípio ele vinha integrado a uma versão “Plus Pack” (versão com mais recursos) do Windows 95 e ocupava um espaço risível no disco rígido (1 MB). No início, como era de se esperar, a primeira versão do Internet Explorer permitia somente a navegação através de sites da internet, mas aos poucos foram sendo adicionados novos recursos e enfim, ele foi capaz de tomar a posição de líder do mercado, antes do Netscape.
Junto com o Windows XP, em agosto de 2001, a Microsoft lançou o IE 6. O que marcou essa versão do navegador, e o fez ganhar um pouco mais de mercado, foi a sua simplicidade. Entretanto, mesmo com a adição de um bloqueador de pop-ups, no Service Pack 2 para o XP, o IE 6 estava muito atrás da concorrência, pois ele ainda não possuía navegação por abas e buscadores ao lado da barra de endereços (itens já presentes em grande parte dos navegadores rivais).
Depois de perder muito mercado para os navegadores rivais, a Microsoft resolveu lançar, em outubro de 2006, a sétima versão do IE. Diferente da versão anterior, o IE 7 foi capaz de fazer frente à concorrência dessa vez, isso porque ele passou a contar com melhorias como suporte integrado a feeds de RSS, melhorias na segurança (filtro antipishing capaz de identificar e-mails fraudulentos) e, finalmente, a tão esperada navegação por abas!
Em 2008, o FireFox lançou a sua terceira versão, e junto a outros navegadores, fez o IE perder cerca de 7% de mercado (de acordo com a Net Applications). Levando isso em consideração, a Microsoft lançou o Internet Explorer 8, versão que conta com itens como: uma navegação por abas mais organizada, um sistema de buscas bastante prático, um acelerador de páginas e o WebSlices (a grande novidade do navegador). Atualmente já se encontra disponível o Internet Explorer 9 disponibilizado para Windows Vista (32/64-bit) e Windows 7 (32/64-bit) em 39 idiomas

• Mozilla Firefox

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No final do ano de 1994, Marc Andreensen criou um navegador chamado “Netscape Navigator” a partir de outro navegador existente previamente, o Mosaic. O Netscape Navigator desde o seu início era capaz de operar corretamente e com a mesma aparência em diversos sistemas operacionais, fato que o fez deter cerca de 90% do mercado. No entanto, com o advento do Internet Explorer, o Netscape Navigator passou a perder mercado, até que por fim, foi derrotado pelo Internet Explorer.
Sem desistir de voltar ao topo, a Netscape Communications Corp deu origem ao projeto Mozilla em 1998. Tal projeto possuía código aberto, ou seja, qualquer pessoa poderia pegar o navegador base e alterá-lo como bem entendesse, fato esse que gerou várias alternativas diferentes de navegadores, o que inclui o Firebird, navegador que daria origem ao FireFox.
Em 1999, a America Online (AOL) adquiriu a Netscape e, por ironia do destino, lançou, em junho de 2007, a nona versão do Nescape Navigator, porém desta vez era o ele quem se baseava no FireFox e não o contrário! Por fim, a AOL anunciou em 2008, a última atualização do Netscape.
Finalmente, no final de 2004 o FireFox foi lançado, e sem demora ele começou a devorar o mercado que antes era dominado pelo Internet Explorer, isso devido ao fato de o navegador ter dado estreia à revolucionária navegação por abas, ao sistema de bloqueio de pop-ups e à barra de pesquisa ao lado da barra de endereços.
A atualização do FireFox para o FireFox 2 não trouxe muitas mudanças, entretanto, o lançamento do FireFox 3, em junho de 2008, só serviu para aumentar ainda mais a sua popularidade. Isso porque o lançamento trouxe novidades como o sistema de proteção contra sites potencialmente maliciosos, um modo diferente de se usar/organizar os Favoritos e ainda, a barra de navegação inteligente.
Atualmente já se encontra disponível a FireFox4, com uma interface completamente renovada e varias outras novidades em seus recursos de abas e pesquisas.

• Safari

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No ano de 2003 a Apple resolveu entrar na briga lançando o Safari, e para sair logo com alguma fatia do mercado, fez com que o navegador viesse integrado ao Mac OS da época, o Panther. Quando o FireFox foi lançado, em 2004, a Apple decidiu que era chegada a hora de atualizar o Safari. Pois, caso contrário, ela perderia muito mercado, uma vez que o FireFox era inovador e apresentava funções únicas até o momento.
Então, após algumas atualizações, o Safari recebeu a esperada navegação por abas e, em junho de 2007, lançou uma versão compatível com o Windows para ganhar mais força na guerra instaurada entre os navegadores pela hegemonia no mercado.
Enfim chegamos ao presente: a Apple lançou a versão beta do Safari 5, com inovações avançadas e recursos de ultima geração se mostrando um grande concorrente no mercado.

• Opera

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Diferentemente das dos seus concorrentes, a origem do Opera foi bastante peculiar. Isso porque a dele foi devida a um projeto de pesquisas feito por uma operadora de telefonia norueguesa chamada Telenor.
Outro fato muito interessante e provavelmente desconhecido para alguns usuários é o seguinte: foi o Opera que deu origem à nossa querida, e tão útil, navegação por abas! Além disso, o Opera também foi um dos primeiros navegadores de nova geração a ganhar uma versão para celulares (o Opera Mini), fato que o fez conquistar muito espaço em diversas plataformas de celulares, tanto que em novembro de 2008 chegou à sua versão 4.2 (mesmo tendo sua versão inicial lançada em 2006).
Em junho de 2008 foi anunciada a versão 9.5 do Opera, a qual foi dita como a “mais rápida do mercado” e deu origem a funções como o Opera Link. Tal função é responsável por sincronizar de forma mais rápida, do que os seus concorrentes (naquela época), o conteúdo de um site com o link nos seus “Favoritos”. Ou seja, quando você clicar no link o seu navegador irá para a versão mais atualizada daquela página, e não a versão antiga, a qual foi armazenada no cache do navegador.
Com o lançamento de novos navegadores pelas empresas concorrentes, o Opera foi obrigado a dar novidades de um de seus projetos em andamento: o Opera 10. Atualmente, esse navegador continua na versão alfa de testes (a qual geralmente contém muitos erros de programação).
O Opera se mostrou extensamente compatível, podendo ser utilizado no Windows 98, 2000, XP e Vista.
No entanto, o Opera 10 já mostra que será páreo duro para os seus concorrentes, pois mesmo em sua versão mais primordial de testes ele já se apresenta totalmente funcional com a internet. Além disso, ele promete ser o navegador com um dos melhores desempenhos (senão o melhor) do mercado e ainda, promete usar muito pouco dos recursos de um computador.

• Chrome

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O navegador do Google chegou ao mercado recentemente (setembro de 2008), apesar disso, conseguiu assustar os gigantes que dominam atualmente o mercado.
Para o Google, o uso de aplicativos online é o futuro (e um tanto do presente) da internet e foi com base nessa ideia que a empresa resolveu criar o Google Chrome. Ou seja, eles criaram um navegador no qual a prioridade é a compatibilidade com tais aplicativos (um desafio para os navegadores atuais). Além disso, o Chrome promete uma navegação mais rápida, mais segura e compatível com quaisquer sistemas operacionais. Um fato engraçado é que o Google lançou uma história em quadrinhos para explicar qual a finalidade do Chrome. É engraçado porque em alguns momentos a empresa “alfineta” os seus rivais ao citar alguns “pontos fracos”. A HQ está disponivel em http://www.google.com/googlebooks/chrome/ .

4 - Comparação entre Navegadores

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Figura: Uso dos navegadores no mundo - Dados de Janeiro de 2011

Recentemente o Baixaki (TecMundo) realizou um teste com os 5 mais usados navegadores do mundo (Internet Explorer, Opera, Safri, Firefoz e Chrome). A pesquisa detalhada pode ser acompanhada no site do tecmundo (http://www.tecmundo.com.br/3591-fevereiro-de-2010-qual-o-melhor-navegador-.htm).
Os estudiosos chegaram a conclusão de que não se pode dizer com certeza qual deles é o melhor, pois isso é muito relativo, visto que vai depender de o que o usuário deseja do browser e poque “o desempenho de um navegador varia por inúmeros motivos: configuração do computador usado, sistema operacional, quantidade de aplicativos abertos simultaneamente, velocidade da conexão, quantidade de plugins, extensões, barras de ferramentas ou outros complementos, além de diversas outras características”(Oliver Hautsch,TecMundo)
A pesquisa feita por eles durou cerca de 5 dias e foram usados 5 usuarios diferentes, usando como criterio como critério velocidade, compatibilidade, desempenho, uso de memoria, funcionalidades e personalização. De acordo com Oliver, “um navegador deve ser capaz de executar diversos tipos de tarefas, e fazer isso com rapidez. Também é necessário que ele seja capaz de renderizar e exibir as páginas de acordo com as especificações das linguagens disponíveis hoje para programação — CSS, XML, HTML, JavaScript, DOM, etc”.

As ferramentas de apoio para a realização dos testes utilizadas pelos pesquisadores foram o Acid - verifica se o browser é capaz de organizar o layout das páginas de acordo com as especificações do CSS 2.1, bem como aspectos da interpretação do código HTML, imagens no formato PNG e processamento de dados - e o Peacekeeper, que faz avaliações mais pesadas que os testes Acid, mas testa as mesmas características e seus resultados são exibidos na forma de uma pontuação que soma os números de aprovações de cada um dos testes. Quanto maior a pontuação, melhor a performance do navegador para os itens testados.
Na analise foram testados os cinco navegadores de acordo com os criterios:

  • Memoria Usada

No quesito de consumo de memória todos se saíram bem, mas o destaque foi para o Firefox. Vale lembrar que o teste foi feito em uma maquina que possuía 2GB de memória.
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Figura: Teste de uso da memoria do computador que elegeu o Mozilla como o melhor do quesito

  • Teste de Compatiblidade e Desempenho

O resultado desta pesquisa elegeu o Google Chrome com campeão, no quesito de compatibilidade e desempenho, tirando nota máxima no Acid3 e saindo disparado no teste do Peacekeeper.
No quesito velocidade de abertura e carregamento o Safári levou a pior pois ao ser aberto carrega uma pesada animação logo no início, dando a impressão de que está travado enquanto ela não inicia. Os outros foram considerados aprovados nesse quesito, mas o chrome recebeu a melhor, visto que sua pagina é a mais leve de todas.
Veja abaixo o gráfico comparativo dos tempos de abertura. O tempo está em segundos, com precisão de três dígitos após a vírgula. Quanto menor a barra, mais rápida foi a inicialização naquele passo.

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Legenda

Passo 1: Primeira execução;
Passo 2: Segunda execução, com página inicial padrão;
Passo 3: Execução com página em branco;
Passo 4: Abrir nova aba vazia;
Passo 5: Abrir a janela do navegador com sete abas e os seguintes sites: Baixaki, Baixaki Jogos, Minha Serie, Eu Já Fui, Tudo Gostoso, Muita Música e Otzee;
Passo 6: Abrir página em nova aba a partir de link.

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Figura: Pontuação geral avaliada pelo bechmarking Peacekeeper, da empresa Futuremark, uma das mais respeitadas no ramo.
  • Funcionalidades e Personalização

Por fim em Funcionalidades e personalização, todos apresentaram pontas positivos em diversos aspectos, ficando somente o safaari fora desse páreo por ser escasso de recursos, além de não ter opções de personalização — não possui temas e não tem possibilidade de instalação de extensões.
A pesquisa detalhada de todos os critérios analisados encontra-se disponível no site oficial do baixaki, publicada por Oliver Hautsch em 5 de Fevereiro de 2010. É importante lembrar que apesar da pesquisa ser considerada recente, desta data ate os dias atuais já foram disponibilizadas pelos desenvolvedores dos browser versões mais recentes de seus produtos, mas é uma referencia extremamente clara, além de ser uma pesquisa de fácil entendimento e objetiva, aos olhos de qualquer nível de usuário.

5 - Navegadores e Compiladores

Diferente dos compiladores e montadores, os Navegadores podem ser condirados Interpretadadores. Por definição, o tempo de execução e compilação são inexistentes, ocorrendo tradução e execução ao mesmo tempo.

5.1 - Execução dos navegadores

No desenvolvimento dos navegadores estudados existe a independência da máquina objeto, ou seja, os navegadores podem ser executados tanto em plataforma Mac, Intel, Palm, o que é proposto pelo modelo front-end/back-end. Tornando possível reaproveitar o investimento em desenvolvimento feito pelas empresas que trabalham com ambientes de desenvolvimento. Alguns dos navegadores estudados, como o Mozilla além de ter independência da máquina objeto também roda em qualquer plataforma, Windows, Linux, Mac.

5.2 - Navegadores e HTML

O HTML (Hipertext Markup Language), surgida em 1991 é chamada de linguagem de hipertexto. Hipertexto é um conceito de programação e linguagens. Significa a idéia de se colocar no mesmo arquivo digital uma mistura de instruções e dados textuais. Isso significa dizer que as instruções são escritas no mesmo "alfabeto" (código de suporte) que os dados textuais, e terão efeito sobre esses dados quando interpretadas. Embora não seja a primeira linguagem de hipertexto implementada, o HTML se popularizou e é hoje, de longe, a linguagem de hipertexto mais difundida e usada. É a linguagem que descreve para os navegadores web (Internet Explorer, Mozilla, Opera, etc.) as páginas web que hoje vemos na internet. Os navegadores web são, portanto, softwares interpretadores de HTML. A descrição oficial da linguagem e sua evolução é hoje controlada por um consórcio de empresas, organizações ou pessoas, o World Wide Web Consortium. O HTML se tornou a linguagem de hipertexto mais difundida muito provavelmente porque é livre: qualquer um pode escrever um programa interpretador de HTML sem ter que pagar royalties a ninguém, como ocorre com as lingagens humanas, pois os inventores da linguagem HTML assim o desejam. O HTML não chega a ser uma linguagem de programação propriamente dita, no sentido em que suas instruções permitiriam ao programador explorar todos os recursos do hardware onde serão interpretadas. É mais simples, sendo uma linguagem cujas instruções servem apenas para formatação, diagramação e navegação de textos. Porém, o HTML serve também de suporte para linguagens de programação completas, mas aí já é uma outra história.

6 - Um salto para o futuro

Navegadores são a porta de entrada para que desfrutemos tudo que a internet tem a oferecer – o que não é pouco. Devido à popularidade imensurável da grande rede em nossas vidas, esses navegadores ganharam grande importância para qualquer usuário. Cada “navegante” tem gostos e necessidades peculiares. É por isso que escolher um navegador que preenche essas necessidades pode tornar a experiência pela internet mais rica e eficiente. (TecMundo,Danilo Amoroso)

Referências

- Site TecMundo: http://www.tecmundo.com.br/3591-fevereiro-de-2010-qual-o-melhor-navegador-.htm
- A história da Internet e da web, e a evolução dos padrões web,por Mark Norman Francis. Disponivel em http://danillonunes.net/curriculo-dos-padroes-web/a-historia-da-internet-e-da-web-e-a-evolucao-dos-padroes-web/#a-guerra-dos-navegadores
- A história e a evolução dos navegadores, por Allan Valin, disponível em http://www.tecmundo.com.br/2063-a-historia-e-a-evolucao-dos-navegadores.htm . Ano 2009.
- Qual o melhor navegador?, por Danilo Amoroso, disponível em http://www.tecmundo.com.br/1915-qual-o-melhor-navegador-o-baixaki-fez-a-analise-.htm Ano 2009.
- Site http://www.cic.unb.br/docentes/pedro/iccd_files/pratica1.html -
- Site http://elcilanebastos.blogspot.com/2009/11/blog-post.html

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