Acessibilidade Web

Acessibilidade Web

1. O QUE É?

Para entender o que é Acessibilidade Web, primeiro precisamos saber o que é acessibilidade. É sabido então que dentre os direitos do ser humano está a acessibilidade, para tal é necessário garantir que tenha o mínimo de recursos/permissibilidade ao indivíduo que fará com que a sociedade venha realizar a inclusão.
A acessibilidade nos ajuda a garantir o direito de usufruir de quaisquer atividades, produtos ou conteúdos oferecidos dentro de uma sociedade.
No que diz a respeito de acessibilidade na web vemos pontos a serem levados em consideração, não iremos falar sobre o acesso a internet, mas falaremos quanto a acessibilidade das pessoas em navegar quando não se tem capacidade de ouvir, não ter capacidade de utilizar mouse, ter um monitor pequeno ou até mesmo uma internet muito lenta.
Os usuários de internet utilizam navegadores para poder acessar sites e daí então ter a possibilidade de consumir informação, cabe aos desenvolvedores, engenheiros de requisitos e todos envolvidos em projeto de sistema web levar em consideração o público que irá acessar ao seu conteúdo e fornecer todos os recursos necessários para o indivíduo venha ter o mesmo acesso à informação tanto quanto outros que não possui nenhum tipo de restrição ou limitação claramente detectável.
Os envolvidos no desenvolvimento devem levar em consideração a usabilidade do site a ser disponibilizada de forma a ser liberada a capacidade de qualquer indivíduo o acesso ao site, mesmo que esse indivíduo venha a ter alguma necessidade especial.
É por isso que necessitamos de recursos que nos garantam a acessibilidade na web, para isso precisamos de recursos como serviços de e-mail, mecanismos de busca ou páginas de notícias.

2. HISTÓRIA

O W3C é um consórcio internacional que tem como missão conduzir a Web ao seu potencial máximo, criando padrões e diretrizes que garantam sua evolução permanente. Mais de cem padrões já foram publicados, entre eles HTML, XML, XHTML e CSS. O W3C Brasil colabora com os objetivos globais de uma Web para todos, em qualquer dispositivo, baseada no conhecimento, com segurança e responsabilidade.
Com o objetivo de tornar a Web acessível a todos, o W3C criou, em 1999, o WAI (Web Accessibility Initiative), formado por grupos de trabalho voltados para a elaboração de diretrizes ligadas à garantia da acessibilidade do conteúdo na Web às pessoas com deficiência e às pessoas que acessam a rede em condições específicas de ambiente, equipamento, navegador e outras ferramentas Web .
Os membros do W3C/WAI elaboraram o "Estatuto de Recomendação do W3C" (WCAG 1.0); esse documento constitui a primeira versão das Diretrizes para a Acessibilidade ao Conteúdo da Web, lançada em maio de 1999, e até hoje continua sendo a principal referência de acessibilidade na Web.
Ainda em 1999, o governo de Portugal, motivado pela primeira petição eletrônica apresentada a um parlamento (com 9 mil assinaturas), definiu regras de acessibilidade e tornou-se assim o primeiro país europeu e o quarto no mundo a legislar sobre acessibilidade na Web. Em junho de 2000, o Conselho Europeu aprovou o plano de ação "e-Europe 2002", estendendo a iniciativa portuguesa para os 15 países da União Européia.
No Brasil, a acessibilidade só começou fazer parte das políticas públicas a partir do ano 2000, com a promulgação das Leis Federais nº 10.048 e 10.098. A lei nº 10.048, de 8 de novembro de 2000, foi elaborada pelo Poder Legislativo e trata do atendimento prioritário e de acessibilidade às pessoas com deficiência nos meios de transportes e outros. Já a lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, foi escrita pelo Poder Executivo e estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.
Em dezembro de 2004, as duas legislações foram regulamentadas pelo decreto nº 5.296. Esse decreto estabeleceu um prazo inicial de doze meses para que todos os portais e sites eletrônicos da administração pública passassem por um processo de acessibilização, de modo a viabilizar a acessibilidade das pessoas com deficiência visual, garantindo-lhes o pleno acesso às informações; esse prazo era passível de prorrogação por mais 12 meses. Portais e Sites de interesse público, que recebem algum financiamento do governo também tiveram que assegurar a acessibilidade. Com a finalidade de se dedicar à normalização da acessibilidade, atendendo aos preceitos de desenho universal e definindo normas de acessibilidade em todos os níveis, desde o espaço físico até o virtual, foi criado também um Comitê CB-40, da ABNT. Além disso, a acessibilidade passou a ser o objeto também de diversas leis estaduais e municipais.
Entretanto, em julho de 2008, o Brasil assinou a "Convenção Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência" na ONU e o Congresso Nacional ratificou, com quórum qualificado, que esta Convenção se tornasse lei brasileira com status constitucional. A acessibilidade na internet foi contemplada nos artigos 9 e 21 da Convenção, tornando obrigatória e crime de discriminação qualquer informação na internet não acessível para qualquer tipo de deficiência e a qualquer categoria de portal, para empresas privadas ou do governo, acabando assim com as restrições anteriores do decreto.

3. GUIA DE ACESSIBILIDADE WEB DO W3C

Desenvolvida pelo GT de Acessibilidade na Web do W3C Brasil, a cartilha de Acessibilidade tem como objetivos:

  • Contextualizar o tema acessibilidade na web, de modo simples e de fácil compreensão a todos que desejam conhecer o assunto.
  • Apresentar as principais barreiras de acesso à web aos diferentes grupos de usuários.
  • Listar, de maneira simples e organizada, as recomendações e diretrizes que podem ser usadas por desenvolvedores de aplicações e soluções web para evitar ou eliminar barreiras de acesso, indicando as respectivas fontes de consulta.
  • Apresentar orientações a respeito dos procedimentos que devem ser adotados para avaliar a acessibilidade de um sítio web.
  • Orientar os cidadãos e seus representantes sobre como devem proceder para cobrar a acessibilidade em sítios web.

Para mais informações, acesso a Cartilha de Acessibilidade Web do W3C: http://www.w3c.br/pub/Materiais/PublicacoesW3C/cartilha-w3cbr-acessibilidade-web-fasciculo-I.html

4. WCAG

O WCAG(Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web) tem como foco tornar o conteúdo web acessível. Sendo cumpridas essas diretrizes podemos então garantir o acesso ao conteúdo da Web.
Essas diretrizes busca tornar acessível o conteúdo da web para pessoas com incapacidades como cegueira total ou parcial, surdez ou baixa audição, dificuldade de aprendizagem, limitações cognitivas, limitações de movimentos, incapacidade de falar, fotossensibilidade bem como combinações dessas limitações. Essas diretrizes torna a acessibilidade na web otimizada quanto a eficácia.

As WCAG 2.0 são escritos sob a forma de declarações testáveis, onde não dependem de uma tecnologia específica. As orientações sobre a forma de satisfazer um critério de sucesso específico para uma tecnologia em particular, bem como informação geral sobre a interpretação de um determinado critério de sucesso, encontram-se disponíveis em documentos separados. Consulte o documento Uma Visão Geral sobre as Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (em inglês) para obter informação de enquadramento e aceder a um conjunto de hiperligações para documentação técnica e didática relativa às WCAG.
As WCAG 2.0 sucedem às Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web 1.0 (em inglês) [WCAG10] publicadas como uma Recomendação W3C em maio de 1999. Apesar dos conteúdos poderem estar em conformidade com as WCAG 1.0 ou com as WCAG 2.0 (ou ambas), o W3C recomenda que os novos conteúdos, ou os que sejam objeto de atualização, utilizem as WCAG 2.0. O W3C recomenda ainda que as políticas de acessibilidade na Web tenham como referência as WCAG 2.0.

5. WAI-ARIA

O WAI-ARIA 1.0 foi publicado como uma Recomendação W3C concluída em 20 de março de 2014.
Os documentos técnicos da WAI-ARIA são desenvolvidos pelo Grupo de Trabalho de Aplicações Acessíveis para Internet Rica ( ARIA WG ), que faz parte da Iniciativa de Acessibilidade na Web ( WAI ) do World Wide Web Consortium ( W3C ). Para mais informações sobre o grupo de trabalho, veja a página pública do ARIA WG .
Os sites da Web estão usando cada vez mais controles de interface de usuário mais avançados e complexos, como controles de árvore para navegação de sites, como o exemplo na Figura 1. Para fornecer uma experiência de usuário acessível a pessoas com deficiências, as tecnologias de assistência precisam interagir com esses controles . No entanto, as informações de que as tecnologias assistidas precisam não estão disponíveis com a maioria das tecnologias da Web atuais.
o WAI-ARIA fornece uma estrutura para adicionar atributos para identificar recursos para interação do usuário, como eles se relacionam entre si e seu estado atual. O WAI-ARIA descreve novas técnicas de navegação para marcar regiões e estruturas comuns da Web como menus, conteúdo primário, conteúdo secundário, informações de banner e outros tipos de estruturas da Web. Por exemplo, com o WAI-ARIA, os desenvolvedores podem identificar regiões de páginas e permitir que os usuários do teclado se movam facilmente entre as regiões, em vez de precisar pressionar Tab várias vezes.

6. LEGISLAÇÃO

Uma das conquistas importantes é do acesso a informação, agora os sites precisam estar acessíveis:
“Art. 63. É obrigatória a acessibilidade nos sítios da internet mantidos por empresas com sede ou representação comercial no País ou por órgãos de governo, para uso da pessoa com deficiência, garantindo-lhe acesso às informações disponíveis, conforme as melhores práticas e diretrizes de acessibilidade adotadas internacionalmente.”
Esse é um avanço para que todos possam usar a internet da mesma forma: cegos, surdos, tetraplégicos, pessoas com paralisia cerebral, entre outras deficiências poderão utilizar tudo que a internet tem para oferecer.
Depois de mais de 12 anos de tramitação no Congresso Nacional, a Lei Brasileira de Inclusão (LBI – Lei 13.146/15) foi sancionada em julho de 2015. A LBI é uma grande vitória para mais de 45 milhões de brasileiros que possuem algum tipo de deficiência e enfrentam muitas dificuldades de acessibilidade e inclusão. A lei promove mudanças significativas em diversas áreas como educação, saúde, mobilidade, trabalho, moradia e cultura.

7. SCREENREADERS: JAWS, NVACCESS

JAWS (Job Access With Speech, na sigla em inglês) é um programa de computador leitor de tela para MIcrosoft Windows, que permite usuários com deficiência visual lerem a tela por meio de uma saída de texto para voz ou um dispositivo braille. É produzido pela Blind and Low Vision Group da Freedom Scientific, sediada em São Petersburgo, na Flórida, nos Estados Unidos.
O software foi desenhado especificamente para o uso da Internet, sendo ativado quando o Internet Explorer está em primeiro plano. Para websites, o JAWS primeiramente lê o título e o número de links. A leitura é ativada ou desativada por meio da tecla Ctrl. As linhas são percorridas com as teclas seta para cima ou seta para baixo. A tecla shift move–se pelos links. As formas são encontradas e lidas com o comando Ctrl+Insert+Home, depois a tecla F. O JAWS pode acessar títulos em documentos Word e PDF e em websites.

  • Membros da equipe

Gabryela Santana Barros
Jeferson Sunderlande de Oliveira

  • Relação do conteúdo com compiladores

Diante disso, é notável o quão importante se faz a adoção de um padrão para que todos tenham acesso à informação e funcionalidade.
Fazendo um paralelo à disciplina de compiladores, percebe-se que a Acessibilidade Web funciona como um conjunto de regras que são definidas para a elaboração de algo que faça sentido para alguém.
Além disso, em diversos momentos, a Acessibilidade Web faz o papel de um tradutor. Como exemplo, algumas ferramentas tem o objetivo traduzir textos verbais (sejam palavras ou imagens) em áudios.

  • Referências utilizadas

http://www.seomaster.com.br/blog/o-que-e-acessibilidade-na-web
https://www.w3.org/WAI/standards-guidelines/aria/
http://www.acessibilidadelegal.com/13-validacao.php
http://www.w3c.br/pub/Materiais/PublicacoesW3C/cartilha-w3cbr-acessibilidade-web-fasciculo-I.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Acessibilidade_web
http://mwpt.com.br/acessibilidade-digital/leis-federais-sobre-acessibilidade-na-web/

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